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Em agosto de 1597, no estreito de Chilcheollyang, a frota coreana comandada por Won Gyun foi cercada à noite por navios japoneses. O ataque afundou quase toda a esquadra que Yi Sun-sin tinha montado em cinco anos de guerra. Won Gyun fugiu para a praia e foi morto em terra.
Um oficial, Bae Seol, escapou antes do cerco com uma dúzia de panokseon. Esses cascos eram o que restava da marinha de Joseon.
O rei Seonjo devolveu a Yi o posto de comandante naval das três províncias do sul. Yi saiu a cavalo pelo sudoeste, recolhendo soldados dispersos, arroz e armas largados nos depósitos. Encontrou os navios de Bae Seol e assumiu o comando.
Na capital, a conclusão era outra. A corte deu a marinha por perdida e mandou ordem: Yi deveria desembarcar os marinheiros e juntar-se ao exército em terra. Ele respondeu por escrito:
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“Vosso servo ainda tem doze navios de guerra. Se lutarmos com todas as forças, ainda podemos detê-los.”
Yi Sun-sin, relatório ao rei Seonjo, 1597
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Os japoneses avançavam pela costa sul rumo ao mar Amarelo, rota que levaria suprimentos ao exército que subia por terra. Se a frota inimiga passasse, Seul ficava exposta pelo rio Han.
Yi escolheu o lugar. O estreito de Myeongnyang, que os coreanos chamam Uldolmok (o estreito que ruge), separa a ilha de Jindo do continente e tem, no ponto mais apertado, menos de 300 metros de largura. A maré troca de sentido a cada seis horas, e a água corre ali com força de rio em cheia.
Na véspera, ele reuniu os capitães e anotou no Nanjung Ilgi (Diário da Guerra) a frase do tratado militar chinês de Wu Qi que lhes repetiu: “Quem busca a morte vive; quem busca a vida morre.”
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Doze navios num canal apertado valem mais que doze navios em mar aberto.
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Na manhã de 26 de outubro de 1597, no calendário ocidental, a frota japonesa entrou no estreito. O diário de Yi registra 133 naus de guerra. Com um navio a mais, achado no caminho, os coreanos eram treze.
A nau de Yi avançou sozinha. Os outros capitães recuaram, assustados, e ficaram longe. Por horas, o navio do almirante disparou canhões e flechas contra a vanguarda inimiga presa na correnteza.
Yi ergueu bandeiras de sinal e chamou os capitães Kim Eung-ham e An Wi, ameaçando executá-los por covardia. Os dois entraram na luta.
Ao meio-dia a maré virou. A corrente, que empurrava os japoneses para dentro, passou a empurrá-los para trás, e as naus se chocaram umas contra as outras. Um soldado reconheceu na água o corpo de Kurushima Michifusa, comandante japonês, e Yi mandou pendurá-lo no mastro.
Ao fim do dia, segundo o diário, 31 naus japonesas estavam destruídas. Nenhum navio coreano afundou. A frota inimiga deu meia-volta e desistiu de subir pelo mar.
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