A resposta de ontem Quanto Milton recebeu de Simmons pelo Paraíso Perdido? Cinco libras na assinatura, em 27 de abril de 1667, e mais cinco depois da venda de 1.300 exemplares da primeira edição: 10 libras no total. A viúva, Elizabeth Minshull, vendeu a Simmons os direitos restantes em 1680 por mais 8 libras, segundo o contrato guardado na Biblioteca Britânica. |
Em 27 de outubro, o sábado que Washington chamou depois de Sábado Negro, o B-59 estava submerso a sudeste das Bermudas, no Mar dos Sargaços. O grupo do porta-aviões USS Randolph tinha achado o rastro dele e não largava.
O ar-condicionado tinha parado. Vadim Orlov, o oficial de escuta de rádio a bordo, contou décadas depois que a temperatura nos compartimentos passava dos 45 graus e chegava a 60 na casa de máquinas. O gás carbônico subia, e marinheiros desmaiavam no posto.
As baterias estavam quase no zero. Fazia dias que o barco não recebia mensagem de Moscou. Ninguém a bordo sabia se a guerra já tinha começado lá em cima.
Os contratorpedeiros americanos começaram a lançar granadas de sinalização, cargas de profundidade de treino do tamanho de uma granada de mão. O sinal pedia ao submarino que subisse e se identificasse.
O governo americano tinha avisado Moscou do procedimento em 24 de outubro. Segundo os documentos reunidos pelo National Security Archive, arquivo independente da Universidade George Washington, o aviso nunca chegou aos submarinos.
Dentro do casco, cada explosão soava como marretada no aço. Orlov comparou a sensação à de estar sentado num barril de metal enquanto alguém bate nele com um martelo.
Savitski concluiu que o ataque era real. Pelo relato de Orlov, mandou preparar o torpedo nuclear e gritou que iam afundar os americanos, mesmo indo ao fundo junto, para não desonrar a Marinha.
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No B-59, o disparo dependia do sim do capitão, do oficial político e de Arkhipov, que tinha a mesma patente de Savitski.
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Maslennikov concordou com o capitão. Arkhipov não. Disse que as explosões eram pequenas e repetidas, sinal de quem chama, e que um ataque real viria com cargas capazes de rachar o casco.
A discussão correu na sala de comando, no calor e sem ar. Arkhipov propôs subir e pedir instruções a Moscou. Savitski acabou cedendo.
O B-59 emergiu cercado de navios e aviões americanos. Ergueu a bandeira soviética, não houve tiro e o barco recebeu ordem de voltar ao Norte.
O relato de Orlov apareceu em 2002, numa conferência em Havana pelos 40 anos da crise. Parte dos veteranos contesta o grito do capitão e o estado do torpedo. A pesquisadora Svetlana Savranskaya, do mesmo arquivo, escreveu em 2005 que não há documento oficial do conselho de três oficiais. O que todos confirmam é o voto contrário de Arkhipov e a subida.
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